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Ultralight, uma nova mania

DICAS DE PESCARIA E EQUIPAMENTOS ADEQUADOS PARA ESSA NOVA MODALIDADE DE PESCA

O que parece loucura para alguns, para outros é material indispensável na sua tralha de pesca: o material ultraligth, ou o material ultraleve, tem se transformado em uma mania para muitos pescadores no Rio de Janeiro, e o seu uso pode se traduzir em sensibilidade.
Basicamente, o material “Ultralight” é composto de varas para linhas com resistência até oito libras, equipadas com molinetes pequenos e leves, e iscas de quatro a cinco centímetros no máximo. Este conjunto equilibrado de forma correta, com certeza fará com que a sensação da briga com aquele xaréuzinho pescado na beira de cais se transforme num combate com a esportividade bem maior, proporcionando uma emoção muito maior, e te obrigando a utilizar da sua técnica de forma muito mais apurada para não deixar que o seu troféu escape. Além disso, arremessar aquela isquinha peso pena, naquele lugarzinho certinho, e trabalha-la sutilmente até o ataque do peixe, já será um bom desafio e um grande prazer ao mesmo tempo.
Foi com esta ideia e com este material que partimos para pescar na Baia de Guanabara, mais exatamente na Pedra da Onça, lá dentro da Ilha do Governador, um local que podemos considerar como extremamente agredido pela poluição ambiental.
E o que encontramos lá foi uma triste realidade.
A nossa Baía de Guanabara, a porta de entrada da nossa linda cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, já não suporta mais tanta agressão com despejo de lixo de todo tipo e gênero, com esgoto sem tratamento, com a pesca comercial que não respeita nem defesos e nem tamanhos mínimos de captura. O que vimos e constatamos lá foi uma Baia que esta doente e correndo um grande risco.
Podemos afirmar que devido justamente a essa grande pressão da pesca e da infeliz poluição, a quantidade e o tamanho dos peixes vem a cada ano diminuindo. É nessa hora que o “Ultralight” pode mostrar toda a sua versatilidade. Peixes pequenos e até mesmo aqueles pouco maiores garantem a diversão do pescador.
Chegamos lá por volta das sete da manhã, com uma maré de “minguante” que quase não corria ou fazia grandes variações na altura da água. É exatamente essa mexida da maré que agita o fundo da areia e mostra os alimentos aos peixinhos, mas a falta disso acaba se tornando um fator ruim para a nossa pescaria. Resolvemos esperar um pouco a movimentação da maré, e enquanto isso fizemos um bom lanche, arrumamos as tralhas, selecionamos os pequenos “grubs e plugs de barbela” da nossa preferência. E logo depois dos primeiros arremessos veio a nossa primeira captura: um xaréu-olhudo, que no ultraligth proporcionou uma linda briga na varinha oito libras, e de quebra deu a dica da isca do dia, o Grub, que traduzido significa “larva”, e consiste numa isca de borracha macia com um rabinho, e um anzol com um pesinho na ponta,
passando por dentro dela, que tem o nome de “jig head”. Essas pequenas iscas soft se mostraram muito eficazes, e após uma série de arremesso após arremesso, indicavam que o peixe estava ali, porém ainda não atacam as iscas com vontade, e estavam muito manhosos e desconfiados. Decidimos então aumentar o peso dos jig head hooks para 1,5 grama, e passamos de cores cítricas para cores mais neutras e … Bingo!

Era um peixe após o outro. Eles atacavam, eram capturados e em seguida liberados. E o trabalho mais eficiente foi sempre o de recolhimento contínuo, e bem devagar. Com isso passamos praticamente todo o dia na companhia dos pequenos xaréus, que nos proporcionaram momentos lindos de esportividade.
Infelizmente, há de se relatar que o cheiro bem desagradável de esgoto fez com que a gente mudasse constantemente de lugar, além de termos que desviar nossas iscas dos lixo trazido pela maré. Até mesmo um “cardume de 3 preservativos” passaram na maré, nos arrancando algumas risadas, mesmo estando indignados .
Um dos momentos mais produtivos foi quando direcionamos nossos arremessos próximos aos pilares de um cais em construção. Cada arremesso era acompanhado da certeza de uma captura. Vale ressaltar que, para evitar problemas, deve-se repeitar a proximidade da área militar que se encontra logo do outro lado dos pilares, pois ali já é o limite para a área restritiva de pesca do Exército, podendo ate o pescador ver seu material apreendido pelos militares se insistir a pescar a partir dali.
Para concluir esta matéria, podemos dizer que assim como este pesqueiro da Pedra da Onça, existem outros bons pontos de pesca onde podemos fazer excelentes pescarias utilizando material ultralight espalhados pela cidade do Rio de Janeiro, todos de fácil acesso, e que podem proporcionar momentos aprazíveis e emocionantes, recheados de esportividade. Na próxima matéria vamos apresentar a vocês outro ponto em outro bairro tradicional da nossa cidade.

Material utilizado

VARAS: de 4-8lb e 2-8lb e 4-10lb

MOLINETES: Tamanho micro, e tamanho 1000 do padrão shimano

LINHAS: Nano Fil 4lb (Berkley) e Power Shot 12lb 0.08mm (maruri)

ISCAS: Iscas Soft ( Grubs e Shads de até 2 polegadas) com jigheads de até 2g, Plugs de barbela de até 4cm (floating, sinking e suspending)

ARTIGO:
 Roberto Mello "Bob"

One Response to Ultralight, uma nova mania

  1. Doreste13

    September 28, 2017 at 4:10 am

    Boa Bob!!
    Parabéns!

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